Metal frio, madeira morna
A temperatura que a sua pele sente ao tocar madeira, metal, vidro ou isopor — todos a 22 °C. É a efusividade, não a temperatura.
Como funciona
Quando dois corpos a temperaturas diferentes se encostam de repente, a equação do calor tem uma solução exata — desde que os dois sejam grossos o bastante para o calor não chegar ao outro lado durante o toque, o que vale para um dedo e uma mesa nos primeiros segundos. A interface pula para uma temperatura de contato e fica lá:
A grandeza é a efusividade: condutividade , densidade e calor específico juntos. Ela mede quão bem um material puxa calor de uma superfície que o toca. A pele tem 1.194; o alumínio, 23.998; a madeira de pinho, 319.
Com a pele a 33 °C e os dois objetos a 22 °C, a interface com o alumínio fica a 22,5 °C — praticamente a temperatura do metal, porque o alumínio leva embora tudo o que a pele entrega. Com a madeira, fica a 30,7 °C — quase a da pele. Os terminais nervosos estão logo abaixo da superfície: eles sentem a temperatura da interface e a rapidez com que a pele perde energia, não a temperatura do objeto.
Os cortes mostram o perfil exato, , com de cada lado. O gráfico soma a energia que já saiu da pele, por unidade de área — o teste da simulação confere que essa energia aparece inteira dentro do objeto.
Experimente:
- Isopor contra cobre. O isopor quase não tira calor: parece morno mesmo gelado.
- Objetos a 60 °C. Tudo se inverte: o metal queima, a madeira não. É por isso que a sauna tem bancos de madeira.
- Água contra vidro. Efusividades parecidas, sensações parecidas — mesmo sendo um líquido e um sólido.